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ATUAÇÕES DO AT

Modalidades de atendimento do Acompanhante Terapêutico

Atuações do AT: Perguntas frequentes

O QUE É AT?

O Acompanhamento Terapêutico (AT) surgiu na década de oitenta na América do Sul como um dispositivo clínico voltado para a ressocialização e escuta dedicada daqueles que necessitam de atenção especializada no campo da saúde mental.
AT é uma modalidade do atendimento clínico destinado às pessoas com o “cotidiano empobrecido”, ou seja, em uma condição de isolamento e com grandes dificuldades para conduzir sua vida e seus projetos (dificuldade de sair de casa, de achar prazer em atividades, de se ocupar com o que gosta, de ter relações, de manter projetos...). Nessa modalidade a intervenção acontece no encontro, no fazer, acompanhando de perto as atividades da pessoa. Nesses momentos surgem os sofrimentos e dificuldades da pessoa e o Acompanhante Terapêutico está lá para acompanhar essas questões cotidianas com uma escuta qualificada, podendo encontrar as dificuldades e limitações, como também as potências e vitalidade. Como os acontecimentos do cotidiano vão ser o material de trabalho os encontros podem acontecer em qualquer lugar: online, casa, escola, trabalho, parque, rua etc.

AT NA ADOLESCÊNCIA

A modernidade tem olhado com mais atenção para um período especialmente conturbado da vida; o que hoje chamamos adolescência.
Conturbado por quê? O adolescente deseja conquistar o próprio espaço questionando as referências infantis familiares. Procura experienciar a vida por si, frequentemente acompanhado de outros adolescentes que, para o desespero de alguns pais, se tornam referências mais importantes que a própria família. Mudanças corporais, vivência da sexualidade, uso de drogas e mais independência inserem o adolescente na vida adulta. Por outro lado, a dependência financeira e afetiva remontam à infância. Para pais e filhos as certezas da infâncias sumiram, o presente é marcado pelo experienciar da novidade e o futuro é incerto.
Pensando na angústia que essas incertezas podem causar no adolescente, o Grupo Companio entende que o acompanhamento terapêutico/terapia é uma estratégia de excelência para alívio de sofrimento psíquico.

AT COM IDOSOS (RESIDÊNCIA E CASAS DE REPOUSO)

O envelhecimento pode trazer diversas questões para o indivíduo. Assuntos como a aposentadoria, a menopausa, a andropausa, o luto, as modificações no corpo e nos laços sociais, por exemplo, podem ser sentidos e ter diferentes significados. O acompanhante terapêutico se colocará à disposição para uma escuta qualificada, assim como para ajudar nas interações entre o sujeito idoso, família e cuidadores.

AT NOS TRANSTORNOS MENTAIS

Entende-se por transtornos mentais qualquer sofrimento ou comprometimento de ordem psicológica que pode prejudicar o convívio com os outros, levando até mesmo a um isolamento social. Essa é uma condição complexa e que pode ser fonte de angústia para o indivíduo e para a família. O acompanhante terapêutico procura trazer recursos para o paciente, para que ele possa enriquecer o seu ambiente e sua vida psíquica.

AT EM PROCESSOS DE ADOECIMENTO

O processo de adoecimento pode ser fonte de muita angústia, tanto para o indivíduo acometido pela doença, como também pelos seus familiares. Esse pode ser um momento muito delicado para adaptação e ressignificação, muitas vezes ocorrendo conflitos entre familiares e cuidadores. O acompanhamento terapêutico pode ser o momento para dar ao paciente lugar às angústias provenientes dessa nova condição/situação e para expandir as possibilidades do sujeito.

AT NO TRABALHO

Muitas organizações de trabalho exigem que o funcionário exceda seu limite subjetivo sistematicamente, aplicam metas de forma arbitrárias e inatingíveis e criam competições entre os colegas. O adoecimento em saúde mental decorrente do trabalho pode implicar no estranhamento do sujeito, tanto dele consigo mesmo quanto na relação com seus colegas. Irritabilidade, ansiedade, flutuações de peso e de humor, sono alterado, entre outras questões aparecem.  O acompanhamento terapêutico procura descobrir, junto com o trabalhador, formas de enfrentamento desses fatores de adoecimento relacionados ao trabalho e, podendo estar nesse ambiente, ajudar o sujeito na revisão de uma rotina de trabalho que não leve ao adoecimento e desgaste.

AT NO ISOLAMENTO

As novas tecnologias trazem facilidades enormes para a nossa vida. Rapidez, acesso, facilidade de comunicação e estar em contato com quem está longe. Todavia, ficando conectados o tempo todo, às vezes acabamos mais isolados do que juntos. Apps de paquera sem encontrar ninguém. Medo de sair de casa e deixar a vida virtual. Como conciliar o real e o virtual? Uma das principais atuações do AT é trabalhar em conjunto com o sujeito para descobrir e tecer pontes possíveis entre esses dois mundos. Eles não precisam ser tão distantes.

AT PARA SOFRIMENTO EMOCIONAL

Todo mundo passa por momentos difíceis, tais como: estresse, ansiedade, solidão, tristeza… São partes do mundo contemporâneo. Em alguns momentos esse sofrimento pode dificultar o cotidiano e as relações. Nesse contexto, o AT/terapeuta pode auxiliar na travessia desse momento e na construção de estratégias para lidar com ele. Você não precisa passar por isso sozinho.

AT NA DIVERSIDADE

Orientação sexual? Questões de gênero? Trans, cis? O AT/terapeuta vai além dessas questões para acompanhar o sujeito em suas angústias, sofrimentos, questionamentos e enquanto profissionais estamos aqui para lidar com esses tipos de reflexões presentes em todos nós. Como nos enxergamos enquanto sujeito? Enquanto ser desejante? Enquanto alguém que sente, vive, sofre e pensa como todos nós? Estamos aqui!

AT PARA HOMENS

Dado todo um contexto histórico e socioeconômico, o homem (principalmente o hétero, cis e branco) é visto como o inimigo a ser massacrado em seu lugar de poder no topo da pirâmide social ainda regente. Mas com quem é que ele pode conversar sobre suas questões sem ser taxado de algo? Com quem é que ele pode se abrir para cuidar de seus sofrimentos? Diferentemente de amigos ou parceiras(os), o AT/terapeuta está aqui para ouvir sem pré-julgamentos e assim poder cuidar das questões que realmente importam para o sujeito.

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